sexta-feira, 29 de maio de 2009

Monólogos

Não saberia definir

Por ti o meu sentimento

Sonho contigo ao dormir

Ao acordar, é teu meu primeiro pensamento.

Não sei aonde vai dar

Essa estrada em que o nosso amor trafega.

Também não parei prá pensar

Se sou eu que me dou, ou se és tu que se entrega.

Mas algo em mim é patente, e guardo com muito carinho.

Digo em alto e bom som, sem mesmo censura temer:

Falar contigo é tão bom, mesmo eu estando sozinho

A conversa flui consistente, como um riacho a correr.

Vejo-me falando contigo, quando algo me atormenta

Sei que me escutas e respondes, às questões quando te chamo

Preenchemos os vários hiatos que a vida nos apresenta

Quando tu choras, eu ouço: encorajo-te; confias - bem sabes o quanto te amo.

Recorro ao poeta chileno Pablo Neruda que diz que pessoas razoáveis não conseguem poetizar, acrescentando que os poetas, em contrapartida, jamais serão pessoas razoáveis. De mim mesmo, acrescento que o Amor, sentimento com base estabelecida no Coração, nunca caminhará confortável pelas estradas da Razão.

Vale do Paraíba, manhã da última Sexta-Feira de Maio de 2009

João Bosco (Aprendiz de poeta)

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