
Aquele modo de vida que nos apraz? Ou então será uma vida submetida aos padrões dos que veem como normais?
Como copiar do Outro um vejetar que não queremos, posto que nos é suficiente o que temos, e o Outro nem sabe direito o que faz?
Se é ele que vive uma Moral deturpada, se debatendo com normas ultrapassadas, defendendo encarniçadamente roupagens que não servem mais?
Quem ousa adquirir noção do que é melhor para si, enfrenta lutas titâncias para defender sua maneira de agir e pensar.
Divulgar então - que nem tente.Os riscos não serão poucos; de barato, imediatamente será chamado de louco.
Não tendo mais que idéias, será pelos mortos-vivos ridicularizado. Este é o preço a pagar por liberdade pregar: o o encontro de ouvidos moucos.
Também de gente passiva, feliz com as migalhas amealhadas, que reage de forma agressiva ao ter que o espelho encarar.
Quem desafia tais tiranos, sai com certeza arranhado; sente-se em um canto acuado e questiona seu jeito de ser.
Percebe que todos os tempos, quem pensou diversamente da manada a pastar na grama, mansa e tranquilamente, foi perseguido e odiado.
Não caberiam os relatos, de tantos que foram os dramas, o Homem, normal, comporta-se igual ao rato, se refestela na lama.
Agride a quem tenta ajudá-lo, de tanto que a mudança o assusta; o raciocinar muito lhe custa - prefere continuar algemado.
Soa triste, mas verdadeiro: Sócrates, Bruno e Ghandi não foram os primeiros; também não serão os últimos a ser consumidos nas chamas
Da ignorância, da baixeza e do egoísmo, queimando qualquer chance do altruísmo vir um dia ser entendido e aceito como a melhor do ser humano viver.
...e o fio da navalha permanece afiado em meu caminhar.
Vale do Paraíba, manhã do segundo Domingo de 2009
João Bosco (Aprendiz de poeta)

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